Acordo banhada em suor frio; um arrepio agudo, cortante,
percorre a minha espinha inteira e faz os dedos tremerem. Puxo as cobertas para
perto dos ombros, sentindo o coração acelerar. E noto aquela dor no meu pulso.
Acendo o abajur do lado da cama e observo o local
dolorido. Outro hematoma está para se formar, um vergão vermelho e enorme em
torno do meu pulso. Pego a caneta na mesinha de cabeceira e acrescento mais uma
marca na contagem que venho fazendo durante as ultimas duas semanas, desde que
tudo começou a acontecer e isso é a quarta vez que acontece. Quatro vezes.
Quatro vezes que acordei com um ponto dolorido no meu
corpo. Quatro vezes que me vi deitada na cama de olhos abertos, apavorada
demais para voltar a adormecer. Por causa da voz que assombra meus sonhos.
Venho tendo uns pesadelos esquisitos. Neles, escuto a voz
de um homem. Nunca vejo seu rosto. Só ouço a voz, sussurrando coisas que não
quero escutar: que fantasmas existem, que preciso dar ouvidos ao que ele diz,
que não vai me deixar descansar ate que eu o obedeça.
Tentei me convencer de que estava tendo aqueles sonhos
por causa do estresse - de ter trocado
de escola e deixado todos os meus amigos para trás. Quero dizer, é preciso me
adaptar primeiro.
Mas agora sei que é mais do que simplesmente estresse.
Porque, em meio aos vergões, as dores e as insônias e consequentes
olheiras cada vez maiores sob meus
olhos, percebo que tudo esta piorando.
Minha mãe me pergunta sempre o que são essas marcas,
escondo meu pulso em meio as cobertas. Olho de relance para os números
vermelhos como fogo do meu radio relógio digital. Normalmente são 4h05m da
madrugada – deve ter sido só um pesadelo- sempre digo isso pra acabar logo com
os questionamentos frequentes.
Mais um dia comum na escola, escondo as marcas do meu
pulso e tento seguir fingindo que nada de errado está mudando minha vida.
-bom dia minha Alex - diz Ronny respondo com um abraço,
percebo que ela nota algo de errado comigo, mas deixa estar.
Continuo de cabeça baixa e com todos aqueles sonhos na
mente, procuro imaginar que sentido aquilo tudo tinha, mas nada nem uma luz. O
dia vai se desenvolvendo e depois de longas 4hrs "beeeeeeeeee" o
sinal toca e é hora de acordar para a vida, Ronny vem me chamar para descer pro
pátio como de costume mas prefiro ficar onde estou então ela desce, minutos
depois decido descer me sento num canto escondido para que ninguém nem Ronny me
encontre fico sentada pensando na vida, até que um garoto vem em minha direção
ele era alto, loiro, olhos claros usava óculos que combinavam exatamente com o
seu estilo, ele se senta do meu lado mas continuo fingindo que não me importo
com a presença dele até ele puxar assunto me pergunta meu nome e eu o dele,
começamos a conversar. Ronny acena me chamando pra que eu pelo menos suba ate a
sala com ela, me despeço dele e vou encontrar com minha amiga.
-quem era?-
pergunta Ronny com um olhar engraçado.
-só um garoto- acho que ela percebeu que fiquei encantada
por ele.
-qual o nome dele hein, hein, hein?
- Will ele está no ultimo ano e é novo por aqui também,
Mas alguma pergunta senhorita curiosa?
-não...
fomos a sala e ela
não parava de me fazer perguntas mas voltei ao meu estado hipnótico, sem dar
mínima atenção ao que ela falava. Passei a pensar nele varias vezes ao dia,
porém me encontrava fraca demais para pensar em coisas desse tipo, não tinha
tempo nem pra mim como teria para me apaixonar? Procurei esquecer aquele rosto
já que depois daquele dia nunca mais o vi, fiquei confusa desde então, mesmo
não querendo vê-lo novamente visitei todas as salas do colégio e em nenhuma
delas o encontrei, Será que aquele dia foi tudo um sonho, será que ainda não
estou acordada, já não sei mais distinguir o que é real, socorro.
Depois de mais um dia comum na escola volto pra casa
procuro dormi um pouco já que as noites não me valem de nada, estou pegando no
sono e o telefone toca, penso em não atender, mas como estou sozinha em casa
pode ser importante.
-Alô?
-Oi Alexia como você está?-Fiquei em silencio por alguns
segundos, não conhecia aquela voz nem o numero.
-estou bem -
respondo.
-sabe quem é? - deduzi que fosse alguma brincadeira do
Lucas, já que ela não sai do meu pé.
-Lucas? - a pessoa do outro lado da uma risada sem graça.
-Não sua boba, sou eu Will se lembra que me deu seu
numero aquele dia?- meu coração acelera, fico muda, e não me lembro de ter
passado meu numero pra ele. -Alex? esta ai ainda?
- sim Will, onde você esteve todos esses dias? - ele ri
outra vez
-então quer dizer que você sentiu minha falta não é?
-claro que não" respondo nervosa.
-se acalme estava com uma gripe forte e não pude ir
-a sim...
-então queria saber se podemos nos ver qualquer dia,
podemos?
- talvez, amanha combinamos tudo certinho, ok?- exitando
para que aquela conversa acabasse logo.
-ok, até amanhã, e ah, antes que eu me esqueça tenha bons
sonhos está noite." Ele desliga sem me dar ao menos a chance de responder
e perguntar por que raios alguém deseja
boa noite ou bons sonhos a 13hrs da tarde ?
Isso me deixa um tanto confusa, fiquei pensando naquele
telefonema o resto dia. A noite vem mais uma vez, meus pais já foram se deitar
a tempos decido ir até a cozinha, comer alguma coisa porque passei praticamente
todo o tempo de estomago vazio. Um barulho vem do meu quarto, fico assustada subo
pra ver o que há de errado e nada, nem um livro fora do lugar nem uma almofada
das que ficam espalhadas pelo chão, deve ser coisa da minha cabeça pra variar;
Volto para a cozinha e tudo estava remexido como se alguém tivesse bagunçado
para me assustar, dessa vez não senti medo algum, parece que estou me
acostumando com essas loucuras e anormalidades da minha mente. Sim continuo
acreditando que nada não passa de cansaço, simplesmente arrumei aquela bagunça
e fui deitar, me esquecendo até de comer. Voltei pro meu quarto me deitei e
procurei pelo meu celular ele estava jogado no chão e havia uma mensagem
recebida fui ler, era de Wiil me dando "boa noite e me pedindo pra ficar
tranquila". Mais uma vez esse garoto com essas conversas estranhas,
ignorei e fui dormir. Acordei no dia seguinte e por incrível que pareça o
restante da noite foi calmo sem vozes, sustos, sem acordar no meio da noite ou
qualquer marca me senti melhor naquela manhã, continuei preparando as coisas
pra aula e fui pro colégio, tudo estava correndo bem tirando a Ronny que havia
faltado só porque eu precisava contar daquele telefonema, tudo estava indo
perfeitamente bem naquele dia, estava pensando em onde iria ficar já que não
queria passar o curto intervalo só, mas não havia outra pessoa que eu
conhecesse o suficiente para ficar um tempo comigo então decidi ficar sozinha
assim organizo as minhas matérias perdidas que somando são muitas. O sinal toca
desço pro pátio e caminhos de cabeça baixa até o meu banco de “exílio” o chamo
assim porque lá é o único lugar que nunca ninguém vai e o que me deixa mais
confortada quando Ronny falta, quando levanto a cabeça encontro Will sentado no
meu banco com se estivesse me esperando, tentei desviar o caminho mas ele acabou
me vendo e acenou gritando,
- Hey, Alex sente aqui- apontando para o espaço vago no
banco ao lado dele
Eu não sabia o que fazer apenas dei um sorriso falso e
voltei o caminho me sentei ao lado dele e ficamos conversando os 30 minutos
como se já fossemos amigos a muito tempo e acontecia uma coisa dentro de mim,
eu me sentia bem perto dele mas não poderá mais passar tanto tempo ao seu lado
já que eu acabaria me apaixonando;
-Alex percebi que você não tem muito amigos certo?- com
os olhos grandes ele me faz essa pergunta
-aqui nem tantos - respondo
-então lembra que eu te liguei ontem, e disse pra
marcarmos pra sair ? - abaixo minha
cabeça com o meu rosto pálido ficando vermelho
-sim
-então quando será?
-acho melhor nos afastarmos Will
-Serio? quer mesmo se afastar de mim, sem ao menos me
conhecer Alex? me deixe passar apenas algumas horas fora deste lugar com você
se não valer a pena juro que me afasto como desejas
-tudo bem, amanha depois da escola podemos ficar naquela
praça que tem perto de uma capela, ok?
-ótimo era lá mesmo que eu queria te levar - me despeço
com um tchauzinho, volto pra sala de aula e minha sala havia sido dispensada
então vou embora pra casa.
Chego e vou dormir um pouco, "Alexia não acorde, por
favor, preciso falar com você". Desperto assustada,
-o que foi isso? quem está ai? - grito, mas não há
ninguém alem de mim em casa talvez seja aqueles sonhos estranhos outra vez, curiosa
para saber mais volto a dormir, fecho os olhos.
-Dessa vez não acorde precisamos conversar
-respondas minha perguntas primeiro, quem é você? o que
quer comigo?
-Calma primeiro quero te pedir desculpas por ter te
machucado enquanto dormia, só queria te tocar, mas nós fantasmas não temos
noção de nossa força e acabo machucando os vivos e segundo você é tão cabeça
dura porque sempre acorda, mesmo eu pedindo milhões de vezes para me ouvir
-você não é real, pare de me perturbar me deixe dormir,
me deixe ver seu rosto
-realmente não existo mais no seu mundo então concordo
com você não sou real, me escute que eu te deixo em paz e pare de ser tão chata
me fazendo tantas perguntas, você não pode ver meu rosto ainda
- Porque não ?Qual o seu nome?
-Travis
-ok o que você tem pra falar comigo?
-a sim, preciso de sua ajuda
-minha ajuda? Ajuda pra que? Você já não é um fantasma,
pra que fantasmas precisam de ajuda?
-cale a boca e me ouça, preciso descansar mas para isso
você precisa entregar essa pulseira a minha mãe e dizer para ela que não a
culpo de minha morte, você pode fazer isso?
-uma pulseira? pra que, e como vou saber quem é sua mãe?
e você existiu ?
-claro que sim a uns anos atrás fui assassinado pelo
namorado da minha mãe
-me explique essa historia
-tudo bem, eu tinha 17 anos quando aconteceu, iríamos
comemorar o dias das mães 11/05/2003 era uma manhã bonita então decidi cozinhar
pra ela fiz uma torta que ficou péssima por sinal, mas ela adorou e na hora de
dar os presentes que eu havia comprado, ouvimos o barulho era Niki que tinha
acabado de chegar ele estava bêbado e foi para o quarto dele, continuei a
entregar os presente um deles era esta pulseira que eu mesmo fiz, ela colocou
no pulso e ficamos conversando e nos abraçando, quando aquele desgraçado desce
com uma faca na mão direita, ele se aproxima de minha mãe e tenta feri-la ela
cai no chão derrubando a pulseira que eu pego e coloco no meu bolso, peguei um
cabo de vassoura para afastá-lo dela, quando ela consegue sair de perto dele,
se tranca dentro de um armário e ele com raiva vem pra cima de mim tento me
defender dele mas é em vão ele me esfaqueia ate a morte e depois disso se mata
também. Por isso que eu preciso mostrar pra minha mãe que estou bem que nada
disso é culpa dela eu fiz aquilo porque era meu dever defender minha mãe, entende
pode fazer isso ?
- Meus Deus que crueldade, claro que sim mas onde eu
encontro ela?
- daqui a duas semanas ela vai voltar pro Brasil e vai
ficar morando perto de sua casa, por isso te escolhi
-então posso ajudar sim, esperarei as duas semanas
-queria te pedir mais uma coisa
-o que é?
- posso passar essas duas semanas com você?
-comigo? Como?
- basta você dormir que ficarei com você !
-claro sempre que eu dormir você promete que estará
comigo?
-prometo, mas agora você tem que acordar Alex
-Não Travis eu quero ficar aqui com você
-Precisa acordar
-tudo bem, mas antes onde está a pulseira?
-do seu lado.
Então eu acordo e me lembro daquele sonho, olho pro lado
e a pulseira estava lá como ele disse, aquilo tudo foi verdade estou tão feliz
por incrível que pareça, coloco a pulseira e começo a arrumar a casa para ficar
cansada de novo para dormir e me encontrar com Travis outra vez. Recebo uma
mensagem de Will me pedindo para que eu não me esqueça de nosso encontro, do
qual eu já havia esquecido colei um lembrete no meu mural anotando que depois
da aula tinha que sair com ele.
Minha mãe chega do trabalho, minha irmã vai dormir e eu
também, dou um beijo em minha mãe e subo pro meu quarto, coloco o despertador
para acordar mais cedo pra dar tempo de me arrumar mais e deito fechando os
olhos...
-Olá Alex
- Oi Travis
-ainda quer ver meu rosto?
-vai me mostrar?
-acho que sim
-então me deixe te ver, logo- ele tira aquela sombra de
seu corpo, me Deus como ele era lindo, olhos verdes, cabelo escuro, poucos centímetros
mais alto que eu era tão lindo que só poderia ser sonho mesmo.
-pronto está satisfeita - Não querendo mostrar tanta
emoção
-estou sim, porque quis me mostrar agora?
-porque confio em você e que acertei de primeira em te
escolher pra mim
-me escolher pra você?
-é pra mim, quero passar essas duas semanas ao seu lado
certo, então você vai me pertencer essas únicas semanas e depois será livre
então quero aproveitar.
-então o que faremos nesse sonho?
-vamos sair vou te levar a um lugar especial, onde eu costumava
ficar com a minha mãe.
-jura?- ele me leva até um lago, onde tem muitas flores,
ficamos sentados vendo os passarinhos, ele segura minha mão, está tudo sendo perfeito,
então ele se despede.
-Minha querida você tem que acordar agora
-a não, me deixa ficar aqui com você mais um pouco.
-meu amor sempre que for descansar estarei lá
-até logo então.
"Bom dia filha", minha mãe vem me puxar da
cama, "bom dia mãe" olho pro mural e lembro-me do encontro, tenho que
me arrumar, vou até a cozinha e tomo café da manha pra ir ao colégio, pensando
na minha noite com Travis, chego na escola e vejo Will, me esperando para me
levar até a sala de aula, ele tenta segurar minha mão, mas eu não deixo então
ele me deixa na porta de minha sala, me encontro com Ronny e ela corre para me
perguntar o que ela havia perdido.
-O que está rolando com você e o loirinho ali?
-nada sua boba, absolutamente nada!
-Alex ta namorando, Alex ta namorando-Ronny fica
cantarolando por horas, então começo a ignorá-la, sento no meu lugar e começo a
fazer os deveres, afinal tenho que me cansar logo.
O dia passa devagar e Ronny fica me contando de suas
experiências culinárias a manhã toda, ela esta aprendendo a fazer um tal de
bolo de nozes para dar de aniversario pra um garoto da sala ao lado de quem ela
gosta o Fred.
-porque não conta pra ele? Acho que vocês dois fariam um
belo casal
-está ficando louca? Alexia cale a boca
-Conte logo! – afirmo!
-Será? Que devo e se...
- e se... Nada conte é melhor arriscar do que se
arrepender
-tudo bem quando eu entregar o bolo eu conto
-nossa nunca vai acontecer então - brinco e ela ri da
minha piadinha
-tenho muito a fazer - diz ela com um ar determinado.
O sinal toca e Will está me esperando para irmos embora,
me despeço de Ronny e ela grita
-“até mais lindo casal” - não somos um casal penso.
-vamos então? - ele diz, apontando para a pracinha.
-vamos - respondo um tanto seca.
-posso segurar a sua mão? - meio desconfiado ele me faz o
pedido. Fico assustada com o pedido, mas não quero continuar sendo tão grossa e
permito a ação. Seguimos de mãos dadas, chegando lá sentamos num banco de pedra
e ele começa a dizer.
-Alex só te trouxe aqui para poder passar mais tempo com
você, você não precisa dizer nada só me deixar segurar a sua mão e ficar vendo
as horas que passam como segundo irem embora, tudo bem?
Eu fico tímida e afirmo com a cabeça, assim ficamos ali
até que outro pedido escorre dos lábios de Will
-Posso lhe dar um beijo? - meu tom pálido é coberto por
um rosa claro
-Como? - pergunto
me fazendo de desentendida. Ele se aproxima e uma imagem de Travis percorre
minha mente me fazendo dar um grito.
-o que foi? Desculpe-me? - ele faz milhões de lamentações
eu só queria me levantar dali e ir pra casa e assim faço, corro para minha casa
deixando Will sentado com a cabeça baixa, chego e minha irmã não tinha ido pra
escola e estava já com o telefone na mão para ligar pra minha mãe perguntando
onde eu havia me metido, tomei o telefone da mão dela e subi para o meu quarto,
me deitei e fui ao encontro de Travis;
-O que pensou que estava fazendo com aquele garoto?- ele
estava bravo.
-nada só estava cumprindo com o prometido fui me
encontrar com ele.
-não quero mais você perto dele, está me ouvindo?
-claro que vou estar perto de Will somos amigos!
-não quero que sejas mais - fico em silencio -preciso te
avisar uma coisa, minha mãe se mudara pra casa vizinha no fim desta semana
então só tenho mais cinco dias ao seu lado.
-Não pode ser você tem que ficar comigo! Choramingo.
-Não posso, quer me deixar feliz esses cinco dias?
-Como farei isso?
-Deixe me tocar seu rosto e dar-lhe um beijo?
-Mas e se você não controlar sua força outra vez
-Deixe-me tentar.
-Tudo bem, confio em você.
O beijo acontece,
e eu estou apaixonada por um fantasma.
-gostou? Fazia tempos que eu não sentia isso - fico
tímida e não respondo nada - Minha querida isso está concreto minha alma e meu
amor pertence a você.
-tem certeza?
-sem sombra de duvidas - num instante estamos abraçados
envolvidos um pelo corpo do outro, mais uma vez nos despedimos dessa vez com um
beijo e eu acordo com o telefone tocando.
-Alex me ouça- era Will desesperado
-diga...
-me desculpe pelo beijo que eu tentei te dar é que não me
controlei, não quero que isso afete nossa amizade já que é só isso que você
quer de mim.
-não foi nada - dou uma risada falsa -me desculpe por ter
saído daquela forma também.
-fez o certo, eu não teria cara para olhar pra você - Os
dois dão risada e com um “tchau" a conversa acaba.
Me pego confusa acho que estou ficando louca, mas a
historia da pulseira me faz crer que tudo aquilo é real, e a marca que ficou no
meu pescoço me faz acreditar que estou comprometida com um fantasma, mas ao
mesmo tempo meu coração acelera quando me lembro de Will, será que me apaixonei
por ambos, o garoto normal e o fantasma perfeito. Sei que não poderei levar
minha relação com Travis adiante depois de sexta feira, mas também tenho medo
de me envolver com Will, ele ainda tem mistérios que preciso decifrar.
Passam-se as horas e eu não consigo mais dormir isso me
deixa um tanto desesperada preciso ver Travis, me viro de um lado pro outro e
só consigo ver a imagem de Will, tento pensar em outras coisas mas nada me faz
pegar no sono, isso me deixa nervosa pois só restarão 4 dias para eu ficar com
Travis, já são 2h45min da madrugada e recebo uma mensagem de Will, dizendo que
não consegue dormir, engraçado porque ele me mandou uma mensagem a essa hora e
como deduziu que eu também estava acordada, fora essas duvidas fico feliz, mas
no instante que vou responder pra ele, meu celular é arremessado contra a
parede, dou um grito de susto tampando a boca para não acordar ninguém, meu
coração acelera, só poderá ser Travis,
-Travis, é você?- assustada pergunto, de repente uma luz
aparece no canto direito da cortina era Travis ele estava furioso comigo, -
porque está desse jeito, se acalme - ele se aproxima do meu corpo, com uma cara
demoníaca.
-então você continua falando com esse garoto? - fico
pálida
-sim, Will é meu amigo.
-amigo? E o que pretende ser dele quando eu for embora?
- isso não é da sua conta, se afaste de mim agora.
-está com medo?
-não, se afaste Travis.
-não está? Pois devia ter, posso fazer coisas terríveis,
lembre-se que minha alma ainda não esta descansada, entanto tenho poderes aqui
no seu mundo, quero que se afaste dele ou será pior pro seu amigo.
- Não pode me obrigar a nada
-correto não posso, mas posso me vingar de suas atitudes
tolas usando seu queridinho.
-não quero mais você aqui
-não? Você me jurou amor eterno
-eu? Não jurei nada
-Pare de ser infantil querida, sua alma me pertence
agora, cumpra sua missão e depois vamos ficar juntos para todo sempre.
-entregarei a pulseira e depois disso não quero te ver
nunca mais!
-não é questão de querer, você é minha, MINHA entendeu? Boa
noite tenha bons sonhos meu amor, e lembre se fique longe de Will.
-Fique aqui seu cretino, apareça - me jogo no chão e num
instante sou tomada pelo desespero, onde fui me enfiar, não aguento mais isso,
tudo era tão perfeito no começo e agora esta desmoronando, como vou me afastar
de Will agora, mas preciso protegê-lo de Travis, não sei do que ele é capaz
acho que preciso de ajuda, devo contar pra alguém isso, mas pra que? Estou
sozinha outra vez me pego chorando suplicando para que Travis me deixe em paz.
Chega a hora do colégio, hoje é uma terça-feira fria e
chuvosa, essa manha está refletindo o estado do meu corpo, vou procurar Will
para dizer que temos que nos afastar, mas ele havia faltado estranho ele não
podia faltar, justo hoje que eu precisava dele, o dia decorre calmo as pessoas
agem normalmente, mas eu não estou bem, bolsas estão formadas sob meus olhos
profundos, procuro meu celular na bolsa, e há uma mensagem dele me dizendo “Alexia,
não quero mais te ver, estou com uma garota agora e não podemos mais ser nem
amigos, se me ver no corredor do colégio aja como se não me conhecesse por
favor " meus olhos se enchem de lagrimas, com uma garota? Por que ele não
quer mais ser meu amigo? E esta coincidência eu devia me afastar dele e não ele
de mim, espero a aula acabar e corro pra casa, ligo milhares de vezes pro
celular dele e nada, mando mensagens e nada, enfim Will desistiu mesmo de mim.
Começo a gritar por Travis, já que ele me apareceu noite passada mesmo sem eu
estar dormindo ele terá que aparecer agora.
-Travis, apareça
-sentiu minha falta querida?
-apareça!
-me de algum motivo pra eu acatar este pedido, fez o que
eu pedi?
-apareça, já estou perdendo a paciência com você - ele
surge do nada com um olhar sarcástico.
-então querida, pra que me chamou aqui?
-você fez alguma coisa com Will? Porque ele não me quer
mais por perto?
-eu não fiz nada, simplesmente ele deve ter notado que
você não é uma pessoa normal, meu amor.
-sou normal sim!
-logo, logo você será normal pra mim.
-o que você quis dizer com isso?
-será eterna. -Travis então desaparece,
Como assim eterna? O que ele quis dizer com isso? Estou
com medo. Encontro uns amigos de Will, na quadra de vôlei do colégio, deixo a
timidez de lado e vou conversar com eles, procurar saber dele, e quem é a nova
garota por quem ele esta apaixonado,
-olá Felix
Alexia? - ele faz uma cara de espanto - tudo bem com
você?
-tudo sim Felix, e você está bem?
-um tanto surpreso – ele sorri pra mim.
-a sim, então, sabe algo do Will?
-não, não sei... Vocês não tem se falado?
-não.
-nossa que estranho, vocês estavam tão amigos ultimamente.
-pois é, sabe de alguma garota, que ele esteja ficando?
-a não, Will 'pegando' alguém? faça-me rir - então nos
dois começamos a rir, e ele puxa outros assuntos, então vou embora dali com
aquela duvida. Meu telefone toca, é um numero privado,
-Alô?
-Alex me encontre na praça agora.
Então a pessoa desliga, eu fico assustada, mas corro pra
lá.
-Will? - eu corro pra abraçá-lo, ele me pede para que
faça silencio.
-Alex fique quieta e fale mais baixo, precisamos
conversar serio
-fale?
-não sei como explicar, mas tem uma coisa atrás de mim -
penso em Travis no mesmo instante e me arrepio.
-como assim?
-não sei explicar é uma voz que me ordena pra que fique
longe de você, se não coisas horríveis irão acontecer.
-é só uma voz?
-sim, e essa voz está me incomodando e eu não sei o que
fazer, só queria te explicar o motivo, porque vou me afastar de você.
-não faça isso, eu vou resolver tudo isso prometo.
-promete? Então você sabe do que eu to falando?
Sei, mas agora tenho que ir - ele me puxa pelo braço e me
abraça confortando-me e vou embora.
Chego em casa furiosa gritando por Travis
-Seu cretino apareça agora, apareça seu hipócrita.
-o que foi dessa vez, meu amor? - com um ar sarcástico
ele pergunta
-não me chame assim!
-o que é que aconteceu?
-como se não soubesse né?
-seja mais explicita querida
-o que você anda falando com Will, o que anda fazendo com
ele?
-a ele já foi te procurar, tudo esta correndo como
planejado.
-para de ser doente Travis, me deixe em paz, daqui dois
dias entregarei a pulseira a sua mãe, então me deixe por favor.
-isso não será possível, tenho que te contar uma coisa,
meu amor.
-o que é?
-eu prometi levar uma alma comigo quando eu me libertasse
e essa alma é a sua, você será eterna como eu. Entendeu agora? Sua tola, você é
minha por isso não te quero perto daquele moleque...
-você esta brincando, quer que eu morra? e prometeu o que
? você não disse nada disso antes eu não vou com você seu nojento sai de perto
de mim, leve a alma de outro com você seu cretino, você é doentio
-achei que sua reação seria essa, por isso escolhi cautelosamente
duas almas pra levar caso você não fosse comigo.
-como assim quem você quer levar?
-bom escolhi duas pessoas, mas você decidira entre elas
caso não aceite morrer por mim.
-quem você escolheu seu monstro?
-simples duas pessoas importantes Ronny sua amiguinha e
Will seu protegido
-você não faria isso? Pra que? Se eu morrer por você não
vou te amar e sim ter ódio e se você levar um deles, morrerei, mas não por você
e sim por ter me tirado uma pessoa importante.
- você que sabe tem dois dias pra decidir, e não esqueça
quanto mais você se aproximar daquele garoto, mais coisas estranhas irão
acontecer, e tenho certeza que não quer que nada aconteça né minha querida, até
a eternidade meu amor.
Ele some, e eu começo a chorar suplicando para que aquele
pesadelo acabe. Fico horas pensando no que poderia fazer com aquela situação,
enfim decido entregar minha alma, jamais daria a vida das duas pessoas que eu
amo, vou me sacrificar por eles, talvez agora seja a única opção.
-Travis? - Chamo por ele.
- O que foi dessa vez?
-Estou decidida pode me levar com você, não é isso que
quer? Então me leve...
-Isso minha garota eu tinha certeza que não eras tão
burra.
-Cale a boca- grito! - Eu vou, mas saiba que serei tão
infeliz quanto sua mãe ao te perder, pense em quantas pessoas sofrerão por sua
causa, meus amigos, minha família e principalmente minha mãe seu monstro.
-Cale a boca você não me faça perder a paciência contigo
minha mãe vira amanhã, sabe o que fazer, até logo.
Mais uma vez começo a chorar, estou perdida não sei o que
fazer preciso de ajuda vou chamar Will e Ronny pra um conversa e contar tudo
pra eles, já que vou morrer não custa nada contar a verdade a eles, e também
vou entregar a pulseira à mãe daquele mostro em forma de fantasma. De repente
tenho uma ideia, já que vou entregar a pulseira a mãe de Travis posso pedir
ajuda a ela, isso é um ótima ideia, penso. Amanha assim que ela chegar vou
pedir ajuda, ela saberá o que eu posso fazer nessa situação, quem sabe ela não
convença ele a me esquecer. Minha mãe chega do trabalho e num surto desesperado
corro pra abraça-la, ela espantada pergunta o que houve:
-Alexia o que houve, filha ta tudo bem?
-Sim mamãe, apenas me abrace e saiba que não a nada no
mundo que eu ame mais do que a senhora.
-tudo bem filha, mas agora me explique o que houve? Brigou
com o namorado? - ela da uma risadinha e eu continuo mantendo a calma pra não
chorar na frente dela
-Eu te amo mãe, não foi nada, agora vou fazer meus
deveres tudo bem - Viro as costas e dou um sorrisinho ela retribui o sorriso e
vai em direção a cozinha.
Subo pro quarto e começo a olhar minhas fotos de criança
porque se nada der certo eu vou estar morta depois de amanha, só de pensar que
amanha pode ser meu ultimo dia viva, me da uma vontade de acabar com tudo isso
logo, mas não vou dar esse gostinho a Travis. Acabo dormindo...
-Bom dia Filha - minha mãe entra no quarto, dou um pulo
da cama e olho pra pulseira no meu pulso esquerdo, e a promessa que fiz a
Travis é a minha primeira lembrança.
Tenho que me encontrar com ele pra combinar onde vou
encontrar a mãe dele.
-Travis?- Chamo por ele
-Olá Alex-
-Como vou fazer para me encontrar com a sua mãe
-Ela já se mudou, foi nesta madrugada entregue a pulseira
e volte pra casa, pra começarmos a preparar a sua partida.
-Sim - com medo abaixo a cabeça
Vou ate a casa nova que fica no fim da rua, toco a campainha,
e uma senhora abre e me pergunta:
-O que a senhorita deseja?
-Vim conversar com a senhora
-Acho que você tocou a casa errada minha querida, sou
nova por aqui- ela hesita em fechar a porta e eu a empurro.
-Não eu vim falar com a senhora mesmo - ela fica assustada
com a minha atitude - Calma senhora, vim falar com você a respeito de Travis-
ela faz uma cara de espanto.
-Travis? Como sabe dele? Da onde você apareceu garota?
-se acalme. Como é nome da senhora? Preciso da sua ajuda,
e eu posso te provar que estou aqui a pedido dele- Mostro-lhe a pulseira e ela
me manda entrar e me pede pra que sente no sofá de sua sala, faço o que ela
pede então ela diz:
-Pode começar a me explicar estou disposta a te ouvir e
meu nome é Luccy.
Assim começo cotando tudo desde o início os sonhos, a história
que Travis me contou sobre sua morte, as promessas de amor e o surto psicótico. Luccy me encara e dizendo:
-Se acalme deve ter uma forma de eu falar com ele também?
Será que ele apareceria pra mim?-ela começa a me questionar, e então outra
ideia me vem a cabeça.
-A senhora aceita vir comigo ate em casa? Assim podemos
tentar o contato com seu filho.
-só um minuto vou pegar minha bolsa- um estado de alivio
percorre minhas entranhas - Vamos garota?
-Sim senhora Luccy, por aqui - aponto o caminho em
direção a minha casa, ela vai entrando peço pra que ela suba as escadas e pra
que espere no meu quarto, desço e aviso mina mãe que estou com visitas e pra
que ela não incomode, volto pro meu quarto e começo a chamar por Travis.
-Travis? Pode aparecer, por favor - Luccy começa a me
encarar como se eu fosse louca- Travis venha, por favor, tenho uma novidade pra
você- tudo fica em silencio e de repente ouço sua voz soar nos meus ouvidos.
-Diga minha queria
-Travis pode aparecer sua mãe esta aqui
-Eu sei estou vendo-a, porque a trouxe aqui?
-Ela quer te ver e poder falar com você por uma ultima
vez, eu cumpri nosso trato agora seda isso a ela, por mim.
-Ok, mas é só por você - então ele aparece, Luccy enche
os olhos d'agua.
-Alexia, pode me deixar um pouco as sós com meu filho?
-Sim senhora, qualquer coisa vou estar no corredor
-Obrigada querida.
Me afasto deles e vou ao corredor e fico esperando pra
ver onde aquilo tudo vai dar.
-Meu filho é você mesmo?
-Sim mamãe, não sabe o quanto me dói ver a senhora
sozinha nesse mundo triste.
-Também sinto sua falta meu filho, bom por onde vou
começar, estive falando com essa garota e ela me contou umas historias a seu
respeito e fiquei chateada com a sua atitude perante a vida dela, você não pode
tirar a alma de alguém só pra se vingar da covardia que Niki fez conosco a 09
anos atrás, tire isso da sua cabeça, meu filho Alexia pertence ao meu mundo ao
mundo da qual você não faz mais parte.
-Mae eu tenho uma ideia fixa eu a amo e preciso dela aqui
-Pare já com isso, tenho uma troca a fazer com você, você
me ama ainda né meu filho?
-Claro mãe jamais duvide disse, não sabe o quanto eu
sofro por não poder estar ai com a senhora
-Então, perdoa a alma de Alexia e me leve com você.
-Não posso fazer isso mãe
-Como não? eu já estou velha e cansada a garota tem uma
vida inteira pela frente, me leve com você filho, faça isso por sua mãe uma
senhora idosa.
-Tudo bem mãe pela senhora deixo Alexia em paz.
-Obrigada meu filho, vou chamar a garota...
-Tudo bem mamãe...
-Alexia minha querida venha aqui
-Oi senhora Luccy, me chamou?
-Sim, estamos resolvidos, fique tranquila, o que teme acontecera
com minha alma, você pode ficar em paz.
-Como assim, Travis não levara, mas a minha alma? Então
significa que levara a de um dos meus amigos
-Não Alexia não levarei a alma daquele moleque Will e sua
amiguinha Ronny
-Obrigada senhora Luccy por tudo...
Travis desaparece e Luccy vai embora o meu dia também
passa rápido, sinto certo alivio de saber que tudo havia voltado ao normal, mas
eu precisava falar com Will e Ronny pra ter certeza de que tudo esta passando
bem, com eles, preciso avisar Will de que tudo está sob controle e que já
resolvi tudo e tadinha da Ronny minha amiga nem desconfia de nada... A noite
chega e nada de eu conseguir manter contato com eles... Acabo dormindo.
Amanhece o novo dia, ninguém veio me chamar nenhuma
mensagem, to começando a ficar preocupada, cadê todos, hoje é Domingo devem
estar todos na igreja, eu deveria ir pra agradecer a Deus por mais um dia de
vida, porém, me encontro assustada ainda. Chega a hora do almoço e minha mãe
vem com um lanche, como um pedaço mais nada me desce tem algo faltando, esta
tudo calmo demais, pra ser um dia normal, acho que vou ter que começar a me
acostumar com a minha vida parada outra vez. Querendo ou não vou sentir falta
das noites que passei feliz em meus sonhos com Travis, uma lagrima cai dos meus
olhos quando menciono seu nome.
As horas passam rápidas e tudo continua bem, só que calmo
demais minha mãe vai buscar minha irmã na casa de uma amiga dela passam as
horas ela chega sem quase falar comigo direto Anne sobre pro quarto dela, minha
mãe vai ler um livro e eu continuo uma completa invisível nessa casa, antes com
Travis eu tinha a certeza de que alguém espera o dia todo pra ficar comigo,
sinto falta dele, será que a alma da mãe dele já foi levada? Queria saber
alguma coisa, e onde será que Ronny se meteu, estou me sentindo muito sozinha,
começo a chorar mais uma vez, mas é em vão não há ninguém para me pedir que
pare, acabo dormindo.
Uma segunda-feira linda, um sol brilhante e um canto dos pássaros
perfeito que dia gostoso, minha mãe já deve ter ido trabalhar, desço então e
vou pro colégio, Ronny e Will haviam faltado, meu Deus o que há de errado com o
mundo? Porque todos estão sumidos? Preciso falar com alguém agora, na escola
todos me olham estranho e começam a rir do nada, estou começando a achar que
virei motivo de piadinha na escola, as horas passam devagar demais, e tudo esta
incrivelmente entediante, ate que enfim o sinal toca, vou correndo pra casa, e
percebo que as luzes estão todas apagadas eu jurava que havia esquecido a da
varanda acesa mas vou entrando, quando abro a porta da sala e vou caminhando
ate a cozinha pra almoçar de repente ouço um grito dizendo
-SURPRESA!!!
Todos eles estavam lá, mamãe, papai, Anne, Will, Ronny o
pessoal do colégio que estava rindo de mim, era meu aniversario e havia me
esquecido, Ronny me fez o bolo de nozes que havia prometido fazer pro Fred.
Meus pais estavam se dando bem sem nenhuma briga tudo tão perfeito ate que Will
me chama ate a varanda e faz um pedido.
-Ei, Alex que ser minha namorada - meus olhos se enchem
de lagrimas e me lembro de Travis.
-Sim, Will.
Nos dois ficamos juntos e entramos para contar a novidade
aos meus pais que ficam espantados e começam a rir:
-Eu disse que vocês dois iriam ficar juntos- Diz Ronny
afirmando com a cabeça e num tom sarcástico.
Todos começaram a rir eu faço um pequeno agradecimento
por tudo o que fizeram por mim. A festa acaba e vou abrir os presentes, acho um
cartão com um envelope muito bonito, mas nele estava escrito assim, "Minha
querida só abra esse cartão quando estiver só, com muito amor" fico
curiosa e penso que deve ser de Will , guardo ele no bolso pra ler mais tarde,
me despeço do meu pai e dos amigos, dou boa noite a minha mãe e vou pro quarto,
tomo um banho e visto o pijama quando vou deitar me lembro do bilhete, vou
abri-lo e é uma carta escrita com sangue dizendo "Achou mesmo que tudo
acabaria assim, eu vou voltar mais cedo ou mais tarde" .